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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Consumo, logo existo!


A oneomania (também se escreve oniomania) significa, ao pé da letra, "mania de comprar", e a palavra também é utilizada para identificar os compradores compulsivos.
É considerada um vício contemporâneo, fruto da sociedade capitalista em que vivemos, onde as pessoas são vistas, avaliadas, e medidas por aquilo que possuem, ostentam ou podem adquirir.
Já dizia Descartes: “Consumo, logo existo!”...
O fato é que o comprador compulsivo é aquele que se satisfaz não com o objeto da compra, mas com o ato de comprar. Por isso, ele pode, literalmente, comprar qualquer coisa que lhe surja na frente. O ápice de sua satisfação se dá no momento da compra. Depois, quando chega em casa, os objetos podem ser abandonados porque não têm mais utilidade. Só a próxima compra o satisfará. Aliás, um modo de identificação da doença está em verificar o excesso da compra de produtos, que jamais são usados.
Mas cuidado, pois o comprador não percebe isso. Ele pode simplesmente passar um cheque, representando o dinheiro que, sintomaticamente, ele nem possui concretamente, pois está no banco; pode também utilizar o cheque especial, ou seja, o crédito que está lá à sua disposição; além de usar um cartão de crédito, um pedaço de plástico que dá acesso aos bens materiais existentes no mercado. Com tudo isso, o viciado em compras pode, quase que literalmente, adquirir tudo o que existe.
O comprador compulsivo adquire produtos sem parar e vai se endividando para pagar por coisas que ele não precisa. Muitas vezes já as tem em excesso, mas continua comprando. Ele gasta todo seu salário, estoura o limite do cartão de crédito e do cheque especial e até faz empréstimos apenas para continuar adquirindo o que não lhe faz falta.
Confesso que já sofri desta doença, mas estou curada. Tive que fazer um esforço tremendo para conseguir deixar talão de cheques e cartão de crédito em casa para não utiliza-los. Triste, né?
Acredito que as mulheres são as mais afetadas por este vício horrível, portanto, resolvi escrever sobre o assunto aqui para que a gente preste atenção àquelas famosas idas ao shopping quando não temos “nada para fazer”...
Indo um pouco além, descobri que existem grupos de auto-ajuda, tipo o “AA – Alcoólatras Anônimos” em várias cidades brasileiras para quem passa por este tipo de problema. E uma última sugestão, é o tratamento com psicoterapia.
Bjôooooo