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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Anaïs Nin


Escritora brilhante, Ícone feminista, pornógrafa, bissexual. Fantástica. Curiosidade intelectual, criatividade prolífica, drama familiar, rejeição e generosidade em Nova York, bígama consentida. Antes de qualquer coisa: MULHER!
Durante muito tempo, a autora francesa Anaïs Nin (1903-1976) foi conhecida apenas como a terceira ponta do triângulo amoroso formado pelo escritor Henry Miller e a sua mulher June. Mas, com o passar do tempo, Anaïs Nin destacou-se do “ménage à trois” e transformou-se num mito literário autônomo.
Atualmente, a autora ocupa um lugar de destaque em várias livrarias na Europa e nos Estados Unidos. Entretanto, os estudos da sua obra não pararam de crescer, sobretudo os que tratam do seu enorme e sensual Diário, que começou a escrever aos onze anos e só parou quando morreu. O seu primeiro livro, um ensaio sobre o escritor inglês D.H. Lawrence, foi publicado em 1931, no mesmo ano em que encontrou Henry Miller e June, com quem passou a viver uma fascinante história de amor, sexo e troca intelectual.
Em 1940, em Nova Iorque, passou a escrever histórias eróticas, que ela dizia terem sido encomendadas por um colecionador. Para fazer os contos, convidava os seus amigos escritores para reuniões no seu apartamento, onde escreviam as histórias. Escreveu mais tarde que os encontros ocorriam como se ela fosse a dona de uma casa de prostituição literária. As cópias dos contos ficaram na gaveta e ela só decidiu publicá-los em 1976, o mesmo ano de sua morte, nas antologias Delta de Vênus Erótica e Pequenos Pássaros. Hoje, estes dois livros são referências da literatura erótica feminina.
Dizia ela, entre outras coisas: “O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios, tão indispensável como a poesia.” e “A única anormalidade é a incapacidade de amar.”.
Bjôooooo

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Declarações de um chá-bar...


Ontem foi realizado o chá-bar de um casal de amigos que se casará no sábado... Clima de comemoração, confraternização, e até de despedida... Clima de mudanças, de vida nova... Ainda mais com uma bebezinha à caminho...
Lugar agradável, Prossecco, amigos, e até uma drag queen vestida de noiva para animar ainda mais a noite...
Junto a isso, o elogio de um amigo sobre esse blog, seguido do comentário:
- "Mas é bem feminista, heim, Carlinha?".
Feminista? Se tem uma coisa que eu sempre quis muito, é descobrir quem foi a fdp que queimou o soutien em praça pública?! Hahahaha....
Um segundo comentário, desta vez vindo de uma amiga:
- "As mulheres não podem ser boazinhas com os homens. Tem a história de uma mulher de 50 anos, conhecida minha, que só passou a ser valorizada pelo marido quando jogou para o alto o emprego na empresa que os dois construíram juntos e foi trabalhar com o que gosta...".
Essa frase pode até soar um pouco feminista, mas o fato de fazer o que gostamos (isso serve para homens E mulheres), e de sermos felizes, conquista qualquer pessoa, vai?
E, por último, e não menos significativo, vindo de uma rodinha de amigos e amigas sobre a mulher usar esmalte claro ou escuro nas unhas:
- "Homens preferem esmalte claro, né?";
- "Homens preferem sim, esmalte claro, mas já me acostumei com minha namorada, que só usa esmalte escuro." (vindo do MEU namorado, gente!!! rs...);
- "As coisas mudaram: antes, quem usava esmalte escuro, era taxada de mulher não muito confiável... Hoje em dia, estas mesmas não muito confiáveis, passaram a usar esmaltes brancos...".
Confesso que foi uma conversa engraçada, mas reafirmo aqui que, não importa a cor do esmalte que usamos, ou o tipo de roupas que usamos, ou se temos tatuagens espalhadas pelo corpo. Não é isto que definirá o caráter e as intenções das pessoas... Ou que mudará este caráter e estas intenções...
Galera, vamos prestar mais atenção no que falamos, pensamos, ou na forma com que agimos? A partir de agora?
Vou plantar uma sementinha hoje, para que não façamos julgamentos... Vocês me ajudam a regá-la?
Bjôoooo