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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Publicidade x Mulher de Biquíni


Ontem assisti a uma seleção de filmes e ouvi jingles publicitários bem antigos... Anos 60, anos 70, anos 80... Nostalgia...
Era o tempo em que a publicidade era pura e quase ingênua. Mas que nos emociona até hoje. Café Seleto, Balas de Leite Kids, Chambinho, Lojas Pernambucanas e Coca-Cola são alguns dos exemplos de campanhas bem feitas e que não precisaram colocar mulheres quase nuas para chamar a atenção do consumidor. Até campanhas de cigarro (hoje proibidas) nos passava a mensagem de estilos de vida marcantes, ligados a esporte, ao intelectual até.
Não estou aqui para julgar se as campanhas foram (ou são) certas ou erradas, e sim para fazer uma introdução para o post de hoje:
Afinal, será que para os homens, ver mulheres de biquíni estimula sua urgência em comprar alguma coisa?
Um estudo publicado no Journal of Consumer Research indica que homens que têm seu apetite sexual despertado por determinadas imagens ou produtos buscam satisfação imediata, manifestada através da urgência em comprar alguma coisa. A pesquisa da Katholieke Universiteit Leuven, na Belgica, diz que os homens são estimulados dessa maneira, por exemplo, manipulando lingerie, olhando fotos de mulheres bonitas ou assistindo vídeos de mulheres de biquíni. Essa ativação do desejo sexual impacta várias áreas do cérebro envolvidas com o comportamento de busca de recompensa ou satisfação, incluindo o desejo por dinheiro. A principal consequência, no entanto, segundo o estudo, é o imediatismo e a urgência em consumir alguma coisa recompensadora.
Ponto para os pesquisadores belgas. E para os fabricantes de produtos que utilizam esse conceito.
Mas será ponto para parte do público que assiste a estes filmes e não gostaria de ser impactado desta forma?

Fonte: Blue Bus – Thiago Pellegrin

CURIOSIDADE: O biquíni (ou bikini) é um maiô de duas peças de tamanho reduzido, que cobre o busto e a parte inferior do tronco. Seu nome se deriva do Atol de Bikini, um atol do Pacífico onde se deu, em julho de 1946, uma explosão atômica experimental. Assim, pretendia-se propor que a mulher de biquíni provocava, na época, o efeito de uma "bomba atômica". Na França, o termo é marca registrada.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Consumo, logo existo!


A oneomania (também se escreve oniomania) significa, ao pé da letra, "mania de comprar", e a palavra também é utilizada para identificar os compradores compulsivos.
É considerada um vício contemporâneo, fruto da sociedade capitalista em que vivemos, onde as pessoas são vistas, avaliadas, e medidas por aquilo que possuem, ostentam ou podem adquirir.
Já dizia Descartes: “Consumo, logo existo!”...
O fato é que o comprador compulsivo é aquele que se satisfaz não com o objeto da compra, mas com o ato de comprar. Por isso, ele pode, literalmente, comprar qualquer coisa que lhe surja na frente. O ápice de sua satisfação se dá no momento da compra. Depois, quando chega em casa, os objetos podem ser abandonados porque não têm mais utilidade. Só a próxima compra o satisfará. Aliás, um modo de identificação da doença está em verificar o excesso da compra de produtos, que jamais são usados.
Mas cuidado, pois o comprador não percebe isso. Ele pode simplesmente passar um cheque, representando o dinheiro que, sintomaticamente, ele nem possui concretamente, pois está no banco; pode também utilizar o cheque especial, ou seja, o crédito que está lá à sua disposição; além de usar um cartão de crédito, um pedaço de plástico que dá acesso aos bens materiais existentes no mercado. Com tudo isso, o viciado em compras pode, quase que literalmente, adquirir tudo o que existe.
O comprador compulsivo adquire produtos sem parar e vai se endividando para pagar por coisas que ele não precisa. Muitas vezes já as tem em excesso, mas continua comprando. Ele gasta todo seu salário, estoura o limite do cartão de crédito e do cheque especial e até faz empréstimos apenas para continuar adquirindo o que não lhe faz falta.
Confesso que já sofri desta doença, mas estou curada. Tive que fazer um esforço tremendo para conseguir deixar talão de cheques e cartão de crédito em casa para não utiliza-los. Triste, né?
Acredito que as mulheres são as mais afetadas por este vício horrível, portanto, resolvi escrever sobre o assunto aqui para que a gente preste atenção àquelas famosas idas ao shopping quando não temos “nada para fazer”...
Indo um pouco além, descobri que existem grupos de auto-ajuda, tipo o “AA – Alcoólatras Anônimos” em várias cidades brasileiras para quem passa por este tipo de problema. E uma última sugestão, é o tratamento com psicoterapia.
Bjôooooo