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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Arranje um amante


"Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: DEPRESSÃO, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!" Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto... Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando".
E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... da SUA VIDA...
Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante... E quando o encontrar, viva por ele e não o deixe fugir.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."

Tradução do excepcional texto "Hay que buscarse un Amante", escrito pelo Dr. Jorge Bucay.

Meus queridos leitores, reflitam sobre o texto! E encontrem seu amante...

Bjôooo e bom final de semana

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das Mães


Você sabe qual é a verdadeira história do Dia das Mães?
A primeira comemoração aconteceu com uma festa em homenagem à mãe de uma garota chamada Annie Jarvis, lá no começo do século XX, nos Estados Unidos. Annie perdeu a mãe e entrou em uma profunda depressão, foi quando suas amigas resolveram fazer uma festa em sua memória para tentar animá-la.
Sua felicidade foi tanta que Annie quis que todas as mães mortas ou vivas fossem homenageadas por seus filhos. Rapidinho a notícia se espalhou por todo o país, e foi aí que, o então presidente Woodrow Wilson, decretou o dia 9 de Maio como Dia das Mães.
Aqui no Brasil, em 1932, o presidente Getulio Vargas decretou que todo segundo domingo de maio seria destinado para comemorar o Dia das Mães. Desde então, passamos a homenagear essa pessoa tão importante em nossas vidas, desejando a ela um Feliz Dia das Mães e toda a felicidade deste mundo!
À todas as Mães do mundo, a minha homenagem!
Bjôooooo

Fonte: Site Fliperaminha (www.fliperaminha.com.br)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Inveja Feminina


INVEJA: além de pecado capital, na minha opinião, é o pior sentimento gerado pelas pessoas... Quando estas pessoas são do sexo feminino então... Sai de baixo, da frente, de cima... rs... E corra!!!!
As mulheres já nascem competindo umas com as outras: na infância, quando a nossa boneca tem que ser mais legal do que a da nossa melhor amiga; na adolescência, quando fazemos de tudo para nos destacar e ser a mais popular da turma; passando para a idade adulta, quando a disputa passa a ser pelos homens disponíveis, por uma vaga de emprego, ou por um corpo perfeito...
Mas existem algumas mulheres que exageram... Meu Deus!
Principalmente quando é só uma "colega de trabalho", por exemplo, que nem é da mesma área que a sua, e que mesmo assim, faz de tudo para atrapalhar o andamento da sua vida profissional. Que, mesmo "querendo te ver morta", te elogia sem parar (roupa, cabelo, corpo, atitude...). E, que, mesmo depois de não trabalhar mais com você, ainda se sente incomodada, e faz com que você fique sabendo disso...
Eu sempre acreditei que competir é saudável, pois faz com que as pessoas queiram melhorar, mas a competição é bem diferente da rivalidade, que quando surge, traz consigo ciúme, inveja, irritação, diminuição da auto-estima, e muito sofrimento. Mais ainda se a "rival" conquista alguma vitória...
Com isso, ocorre uma mudança de atitude. O estado "depressivo" leva a mulher a ter comportamentos fora do comum e exacerbados, como gastos exagerados ou compulsivos para poder estar à altura da outra ou até mesmo superá-la; fazer jogos, alianças, acordos e estratégias; ser dissimulada. Isso geralmente acontece com mulheres que se sentem inseguras com relação ao seu corpo ou quanto à sua capacidade intelectual.
E aí, a inveja reina. E faz com que a pessoa queira a vida da outra por achá-la melhor que a sua. Faz com que a pessoa muitas vezes não consiga ver graça em sua própria vida. A falta de tempero faz com que valorizemos a vida de outro. Mas falta graça ou é nossa auto-estima que não está boa e faz com que achemos o que é NOSSO inferior ao dos outros?
Vamos refletir sobre isso, e se conhecerem alguém como o do exemplo que citei, please, dêem um jeitinho de encaminhar este texto para tentarmos ajudar esta pobre criatura!
Bjôooooo

segunda-feira, 31 de março de 2008

Mulheres que correm com os lobos


Sensações de vazio, fadiga, medo, depressão, fragilidade, bloqueio e falta de criatividade são sintomas cada vez mais frequentes entre as mulheres modernas, assoberbadas com o acúmulo de funções nas vidas pessoal e profissional.
Esse problema, no entanto, não é recente, ele veio junto com o desenvolvimento de uma cultura que transformou a mulher de loba para uma espécie de animal doméstico.
"Mulheres que correm com os lobos", livro da psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés, é considerado como uma das obras mais aprofundadas e revolucionárias no que se refere ao universo e imaginário feminino, publicado nos últimos cinqüenta anos.
Abaixo, artigo da jornalista Sandra Baldessin comentando esse livro:
”O ensaio é revolucionário e provocativo, pois questiona de forma incisiva o protótipo da mulher moderna, que compete ombro a ombro com o homem, desconsiderando o seu diferencial feminino. Em nenhum momento, a autora desacredita o potencial das mulheres para ocupar posições de destaque na cena pública, apenas, nos conduz a uma reflexão sobre algumas coisas que foram abandonadas, como as nossas raízes mais interiores, a intuição e a criatividade, e trocadas por moedas de menor valor. O livro traz contos da tradição oral latina e européia, e, através deles, Clarissa Estés analisa paradigmas da conduta e do comportamento feminino. A mulher que corre com os lobos, também chamada “Mulher Selvagem” ou “Aquela que sabe”, é a mulher que não se envergonha de respeitar os seus ciclos de vida, o seu lado mais primitivo, a sua espiritualidade. Uma mulher que enfrenta seus próprios medos e sobrevive às suas próprias fantasias infantis acerca dos relacionamentos, da maternidade, etc. A autora compara essa mulher aos lobos, pois, como eles, são detentoras de uma aguda percepção, de um espírito lúdico e de enorme capacidade de afeto. As histórias narradas ao longo do livro permitem a construção de uma sólida ponte entre o cognitivo (intelecto) e o afetivo (emoções), que, juntos, compõem a base da nossa personalidade. As narrativas também são um testemunho contra as imposições da mídia (do mercado) no que concerne ao padrão de beleza imposto às mulheres, confirmando que, muitas vezes, já não sabemos como ser livres, já que nossa suposta liberdade (a duras penas conquistada) é definida por regras arbitrárias e políticas, que não guardam relação alguma com a nossa natureza, antes, são determinadas culturalmente”.
Apesar do título, ouso dizer que não é um livro direcionado exclusivamente ao público feminino, mas a todos os seres que buscam uma vivência na qual o gozo de estar vivo seja uma conquista diária.