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domingo, 2 de agosto de 2009

Gripe Suína


48, 49, 50, 51, 52 mortos pela gripe suína. E aumentando! Tá chegando a minha hora...
Cada morte numa cidade diferente dá uma nova manchete. Como o Brasil tem algo em torno de 5 mil municípios temos aí um potencial gigantesco para ocupar os jornais, rádios e televisões com o alerta: "Mulher morre de gripe suína em Carapicuíba". "Primeira morte por gripe suína em Conceição do Guararapes". "Homem morre em Cururu da Serra com suspeita de gripe suína".
É uma espécie de mortômetro, um contador mórbido que a imprensa está utilizando para... para... pra quê hein?
Cerca de dez dias atrás eu estava no auge de uma gripe normal, com tosse e dores no corpo. Sentei na recepção de uma rádio onde daria uma entrevista e fiquei curtindo minha gripe. Um espirro ali. Uma tossida aqui. Até que repentinamente a recepcionista se levanta, cruza a saleta e abre acintosamente as janelas, como que dizendo: "Sai daqui seu infectado!". Me senti parte da minoria oprimida, sabe como é? Eu devia ter ligado pro Lula.
Alguns dias depois embarquei para o Chile para palestrar num grande evento com cerca de 1.000 pessoas na platéia. Olha só: saindo de uma gripe e entrando no meio de uma aglomeração, no segundo país mais infectado pela gripe suína na América do Sul. Suicídio, né?
Pois sabe o que vi no aeroporto, nos shopping centers e nos hotéis do Chile?
Nada. Ninguém usando máscaras, ninguém distribuindo cartazes, nenhum mortômetro na televisão. Nada. Néris de pitibiribas.
Quando desembarquei em São Paulo fui recebido por agentes da Polícia Federal com máscaras azuis. Só faltou a luva de borracha e o álcool para desinfetar.
Um horror.
E então leio a manchete da Folha de São Paulo no domingo: "Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses".
Que loucura é essa hein? E o índice de mortalidade é sempre o mesmo: entre 0,7% e 0,8%. Igual ao de uma gripe normal. Mas... no México o índice é 1,03%. Nos Estados Unidos, 0,57%. Na Inglaterra, 0,14%. Na União Européia, 0,12%. Técnicos afirmam que a divergência se dá pela dificuldade de medir e pelos diferentes critérios utilizados. Em outras palavras: ninguém sabe nada.
E quando ninguém sabe nada a especulação aparece. E nesse ambiente vamos escolher sempre a tragédia. As ameaças de extermínio da Humanidade são ótimas para vender jornal, e sempre serão tratadas como algo distante. Mas quando a praga ataca meu vizinho e o vizinho do meu vizinho, vixe!!!
Apelos emocionais são irresistíveis.
Então o apresentador do telejornal mostra o hospital superlotado de gente procurando tratamento contra a gripe suína. E entrevista o infectologista que implora para que as pessoas só se dirijam aos hospitais se estiverem com todos os sintomas. E em seguida o mesmo apresentador volta com o mortômetro:
53... 54... 55. Tá chegando em você, CORRA PRO HOSPITAL!
Olha aqui: tem uma gripe nova por aí, sim senhor. Ela precisa de cuidados básicos ou pode matar, sim senhor. Mas ela mata tanto quanto uma gripe normal. E menos que dezenas de outras doenças com as quais convivemos normalmente, mas que não tem um mortômetro na televisão.
É o mortômetro que cria o pânico. É o mortômetro que manda os ignorantes para os hospitais. É o mortômetro que vende jornal.
A pandemia que enfrentamos é de estupidez.

Recebi esse texto e resolvi repassá-lo para vocês, que como eu, fica sem saber até onde temos que nos preocupar, e até onde o sensacionalismo da imprensa vai...

Bjôoooooo

Fonte: Luciano Pires

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Pandemia de gripe suína?


Uma PANDEMIA (do grego παν = pan + δήμος = demos - todas as pessoas) é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha em toda a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma pandemia pode começar a partir de três condições:
• O aparecimento de uma nova doença à população.
• O agente infecta os humanos, causando doença séria.
• O agente espalha-se facilmente e sustentavelmente entre os humanos.
Uma doença ou condição, não pode ser considerada uma pandemia somente, pois é difundido ou mata um número grande de pessoas; também deve ser infeccioso. Por exemplo, o câncer é responsável por um número grande de mortes, mas não é considerado uma pandemia porque a doença não é contagiosa (embora certas causas de alguns tipos de câncer possam ser).

PANDEMIAS E EPIDEMIAS NA HISTÓRIA

Já aconteceram várias pandemias significativas na história da humanidade, como a gripe e a tuberculose. Algumas epidemias foram tão intensas que quase chegaram a aniquilar cidades inteiras:
Peste do Egito (430 a.C.) - a febre tifóide matou um quarto das tropas atenienses e um quarto da população da cidade durante a Guerra do Peloponeso. Esta doença fatal debilitou o domínio de Atenas, mas a virulência completa da doença preveniu sua expansão para outras regiões, já que a doença exterminou seus hospedeiros a uma taxa mais rápida que a velocidade de transmissão. A causa exata da peste era por muitos anos desconhecida; em janeiro de 2006, investigadores da Universidade de Atenas analisaram dentes recuperados de uma sepultura coletiva debaixo da cidade e confirmaram a presença de bactérias responsáveis pela febre tifóide.
Praga de Antonine (165–180) - possivelmente causada pela varíola trazida próximo ao Leste, matou um quarto dos infectados. Cinco milhões no total. Na plenitude de uma segunda pandemia (251–266) 5.000 pessoas chegaram a ser mortas por dia em Roma.
Peste de Justiniano (541-x) - a primeira contaminação registrada de peste bubônica. Começou no Egito e chegou à Constantinopla na primavera seguinte, enquanto matava (de acordo com o cronista bizantino Procopius) 10.000 pessoas por dia, atingindo 40% dos habitantes da cidade. Foi eliminada até um quarto da população do oriente médio.
Peste Negra (1300) - oitocentos anos depois do último aparecimento, a peste bubônica tinha voltado à Europa. Começando a contaminação na Ásia, a doença chegou à Europa mediterrânea e ocidental em 1348 (possivelmente de comerciantes fugindo de italianos lutando na Criméia), e matou vinte milhões de europeus em seis anos, um quarto da população total e até metade nas áreas urbanas menos afetadas.

E o que dizer da gripe suína de 2009 que tem deixado a população mundial preocupada?

GRIPE SUÍNA é o nome dado a uma doença causada pelo vírus H1N1, uma combinação das cepas dos vírus aviário e humano. A contaminação se dá do porco contaminado ou objetos contaminados para o humano. Em meio a um surto da doença, o governo mexicano anunciou 150 mortes até o dia 29/04/09 causadas pelo H1N1, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar que a doença tem grandes chances de se tornar uma pandemia. No dia 30 de Abril de 2009 a OMS aumentou o nível pandêmico da gripe AH1N1 para fase 5. O nome Gripe Suína foi alterado para Gripe A, pois o nome poderia afetar todo o comércio suíno.
Nesta segunda-feira, os 27 integrantes da Organização Mundial da Saúde OMS se reuniram para discutir sobre as providências de combate à gripe suína. Há uma preocupação que a doença vire epidemia mundial se ações emergenciais de contenção não sejam iniciadas logo. O México aparece como principal pólo da doença, que já faz pacientes nos Estados Unidos e no Canadá.
O infectologista do Hospital Bandeirantes Guilherme Furtado comenta que o cuidado emergencial para impedir a doença de se espalhar pelo mundo procede e a OMS está tendo uma atitude correta em discutir rapidamente sobre as ações de contenção do vírus.
"Os sintomas da gripe suína são realmente parecidos com a gripe comum (pelo vírus Influenza), só que a mortalidade é maior. Isto pode confundir as pessoas que pensam estar com um resfriadinho bobo e demoram mais para procurar o médico. O diagnóstico desta doença é principalmente clínico. O estudo do vírus só é feito em laboratórios de referência", afirma o médico.
A gripe suína também tem sintomas muito parecidos com os da dengue, problema endêmico no Brasil. A exceção fica por conta da queixa de dores nos olhos, comum entre as pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypt.

TRANSMISSÃO
A gripe suína não é transmitida pelo consumo de carne de porco. A doença recebeu este apelido porque o vírus causador, normalmente, afeta os suínos (e não os seres humanos). Espirrar, tossir e ter contato com objetos de uso pessoal de pessoas com a suspeita da doença pode levar ao contágio. Ao sinal de qualquer suspeita, o melhor é procurar ajuda médica. Antibióticos e outros remédios consumidos sem prescrição médica podem agravar ainda mais o quadro.

SINTOMAS
Febre alta (mais de 39ºC);
Tosse;
Dor de cabeça forte e constante;
Dores pelo corpo (nos músculos e nas articulações);
Congestão nasal.

Espero ter esclarecido algumas coisas sobre esse assunto, tão presente em todas as mídias.

Bjôooooo e muita saúde a todos!

Fonte: Site Minha Vida e Wikipedia.