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domingo, 14 de março de 2010

Caramelo


Sempre que chega o Dia Internacional da Mulher, procuro fugir do discurso de vitimização que a data invoca. Não que estejamos com a vida ganha, mas creio que as mulheres já mostraram a que vieram e as dificuldades pelas quais passamos não são privilégio nosso: injustiça e violência são para todos.
Temos, ainda, o grande desafio de conciliar as atividades domésticas com a realização profissional, e precisamos, naturalmente, da parceria do Estado e da parceria dos parceiros: ser feliz é um trabalho de equipe.
Mas não vou utilizar o 8 de Março, ou o mês das Mulhers, para colocar mais água no chororô habitual. Prefiro aproveitar a data, esse ano, para fazer um brinde à nossa importância não para a sociedade e nem para a família, mas umas para as outras.
Assistindo em DVD ao delicado filme Caramelo, produção franco-libanesa do ano passado, tive a sensação boa de confirmar que o tempo passa, os filhos crescem, os corações se partem, mas as amigas ficam. Como todos os filmes que abordam a amizade e a solidão intrínseca de toda mulher, Caramelo nos consola valorizando o que temos de melhor: a nossa paixão, a nossa bravura ("sou mais macho que muito homem") e o bom humor permanente, mesmo diante de tristezas profundas.
No filme, elas são cinco: a amante de um homem casado, a que tem pavor de envelhecer e por conta disso se submete a situações humilhantes, a garota muçulmana com casamento marcado que precisa esconder do noivo que não é mais virgem, a enrustida que se sente atraída por outras mulheres e a senhora que desistiu de investir no amor para cuidar da irmã mais velha, que é mentalmente perturbada. Todas diferentes entre si e todas iguais a nós: mulheres conflituadas, mas que podem contar umas com as outras em qualquer circunstância.
Recentemente recebi por e-mail um texto anônimo, em inglês, que falava justamente sobre isso: precisamos de mulheres a nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Esquecemos com facilidade as alfinetadas da vida e temos sempre uma boa dica para passar adiante, seja a de um filme imperdível, de uma loja barateira ou de uma receita para esquecer da dieta. Competitivas? Talvez, mas isso não corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, a nossa compreensão dos medos que são comuns a todas, a longevidade dos nossos pactos, o nosso abraço na hora da dor, a nossa delicadeza em momentos difíceis, a nossa humildade para reconhecer quando erramos e a nossa natureza de leoas, capazes de defender não só nossos filhotes, mas os filhotes de todo o bando.
Aprendemos a compartilhar nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam. Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso. Em compensação, nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperada pode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.

Recebi este texto por email, divulgando a autoria de Martha Medeiros, mas como não tenho certeza, não vou divulgar isso como fonte.

Para saber mais sobre o filme Caramelo, acessem Adoro Cinema.

Bjôooooo a todas as mulheres que fazem parte da minha vida (virtual ou não).

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das Mães


Você sabe qual é a verdadeira história do Dia das Mães?
A primeira comemoração aconteceu com uma festa em homenagem à mãe de uma garota chamada Annie Jarvis, lá no começo do século XX, nos Estados Unidos. Annie perdeu a mãe e entrou em uma profunda depressão, foi quando suas amigas resolveram fazer uma festa em sua memória para tentar animá-la.
Sua felicidade foi tanta que Annie quis que todas as mães mortas ou vivas fossem homenageadas por seus filhos. Rapidinho a notícia se espalhou por todo o país, e foi aí que, o então presidente Woodrow Wilson, decretou o dia 9 de Maio como Dia das Mães.
Aqui no Brasil, em 1932, o presidente Getulio Vargas decretou que todo segundo domingo de maio seria destinado para comemorar o Dia das Mães. Desde então, passamos a homenagear essa pessoa tão importante em nossas vidas, desejando a ela um Feliz Dia das Mães e toda a felicidade deste mundo!
À todas as Mães do mundo, a minha homenagem!
Bjôooooo

Fonte: Site Fliperaminha (www.fliperaminha.com.br)

Também chegamos aos 30!


Este "post" é só para comemorar meu 30º texto aqui no Mulheres 3.0 Plus... Que sejam os primeiros 30 textos de muitos!
Agradeço a vocês, leitores, que me fazem ter mais vontade de escrever a cada comentário deixado...
Agradeço a vocês, amigos e amigas, que me dão força e carinho para continuar este meu desafio...
Agradeço à vida, por me proporcionar várias experiências para eu poder dividir com vocês!
Bjôooooo

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Segunda-feira entre amigas...


Volteiiiiiii...
E, mais uma vez, em um encontro entre amigas, em uma segunda-feira fria, o assunto "casamento a qualquer preço", "me casarei custe o que custar", "é só encontrar um homem que esteja a fim de casar e está tudo certo" e afins, foi o astro principal...
Acho que os homens que lêem este blog devem achar que nós, mulheres de 30 plus só falamos sobre isso... Hahahaha... Mas vocês têm uma certa razão, este assunto reina bastante em nosso mundo de ilusões e fantasias... Mas o mundo real é beeeemmmm diferente!
Não vou ficar aqui dizendo o que é certo, o que é errado, afinal não sou tão dona da verdade assim (apesar de muitas vezes achar o contrário), e ao menos ficarei julgando a opinião das minhas amigas, pois cada uma tem sua criação, seus princípios e seus ideais. Tudo bem que uma quer casar de qualquer jeito, a outra é desencanada em relação ao assunto, mas quando me perguntaram, juro que parei para pensar... E simmmmm, cheguei à uma conclusão: QUERO ME CASAR!!!
E quero me casar com o Rô (meu namorado) - que declaração, heim?! - ainda não sabemos quando, mas sabemos que será em breve... Ainda não sabemos se terá test-drive antes ou seu arriscaremos tudo e iremos direto para o altar... Ainda não sabemos se vamos morar no meu apartamento, no dele, ou em um terceiro, NOSSO... Mas sabemos, com certeza, que seremos muito felizes juntos!
E, como existe essa certeza (muitos devem estar se perguntando...)???
E a resposta é simples: NÓS estamos olhando para a mesma direção, NÓS nos amamos, NÓS planejamos ter filhos e mais animais de estimação, NÓS falamos sobre a decoração da NOSSA casa, sobre as viagens que NÓS faremos e, resumidamente, NÓS falamos sempre, quase que o tempo todo, sobre o NOSSO futuro... E neste futuro estamos juntos...
Acredito que esta é a verdadeira essência para sabermos se é a pessoa da nossa vida ou não... Se a paixão acaba, na minha opinião o amor é para sempre, lógico que ele passa por fases e muda de intensidade em certos momentos, mas se o foco é no NÓS, ficará tudo bem...
E meu pai - sábio - me disse uma vez, que a receita de um casamento de sucesso (o dele com a minha mãe já dura 34 anos) é fazer o outro feliz! Sem querer nada em troca. Se é difícil? Muito, ele respondeu. Mas se alinharmos este pensamento ao amor, nada mais é necessário.
Bjôoooooo a todos!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O tão sonhado "Pedido de Casamento"


Ontem saí com uma de minhas melhores amigas, que agora mora em Florianópolis, e, inevitavelmente, surgiu o assunto MULHERES DE 30 PLUS X CASAMENTO. Só para variar... Rs... Ela, já casada. Eu, namorando. E milhares de amigas solteiras disputando a tapas um "bom partido". Seria engraçado se não fosse trágico. Seria natural se os homens não se assustassem com isso e as dispensassem sem, ao menos, conhecê-las direito...
Eu sempre fui um pouco avessa às minhas amigas: eu era a única que NÃO queria namorar na adolescência (solteira sim, sozinha nunca!rs...), eu era a única que NÃO sonhava em entrar de branco na igreja, e por aí vai... E não sofria por ainda não ter conseguido atingir este objetivo. Mas já presenciei cenas e atitudes horríveis destas mesmas amigas. Tudo para a infindável busca de alguém (leia-se muitas vezes, "qualquer um") para se casar.
Mas onde foi parar o amor? E o percurso natural das coisas? Conhecer, ficar, namorar, noivar (ou não), e depois, se existem afinidades, se existe paixão, se casar?
Não é porque se tem 30, 35, ou quase 40 que está na hora, ou passou da hora de se casar. Porque se casar não irá te tornar mais feliz, ou te fará feliz. A felicidade tem que ser plena, nata. Do contrário, não conseguimos ao menos fazer o outro feliz...
Ouvi uma vez do meu pappy que, para um relacionamento dar certo devemos pensar apenas em fazer o outro feliz, sem esperar nada em troca, e isso dá certo, viu, meninas??? Tentem...
Só como inspiração a letra da música PEDIDO DE CASAMENTO, do Arnaldo Antunes:

Eu sei que a gente ia ser feliz juntinho
Pra todo dia dividir carinho
Tenho certeza de que daria certo
Eu e você, você e eu por perto

Eu só queria ter o nosso cantinho
Meu corpo junto ao seu mais um pouquinho
Tenho certeza de que daria certo
Nós dois sozinhos num lugar deserto

Se você não quiser
Me viro como der
Mas se quiser me diga, por favor
Pois se você quiser
Me viro como for
Para que seja bom como já é

Eu sei que eu ia te fazer feliz
Dos pés até a ponta do nariz
Da beira da orelha ao fim do mundo
Sugando o sangue de cada segundo

Te dou um filho, te componho um hino
O que você quiser saber eu ensino
Te dou amor enquanto eu te amar
Prometo te deixar quando acabar

Se você não quiser
Me viro como der
Mas se quiser me diga, meu amor
Pois se você quiser
Me viro como for
Para que seja bom como já é

Bjôoooooo