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segunda-feira, 19 de maio de 2008

O perdão


Este final de semana foi de muita reflexão, conversa, mudanças... E não daria para deixar de fora a revisão de atitudes e de palavras, o que muitas vezes nos leva a pedir PERDÃO. E é sobre esse assunto que vou escrever hoje, já que as pessoas andam muito individualistas e egoístas.
Quem nunca passou pela experiência de ter ofendido alguém e, por isso, tenha tido que se desculpar?
Ou o contrário, ficou com a difícil tarefa de perdoar uma pessoa por ela ter feito algo que deixou você chateada?
Pedir perdão é um ato de remissão para os religiosos. Para a psicologia, é considerado um sentimento nobre, intimamente ligado à ética e à moral, e que remete à dor, demandando, por conta disso, muita reflexão por parte de quem o concede. Mas, na minha concepção, O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas ou das atitudes. Ele vem do coração. Ele é sincero. Ele é generoso. Ele não fere o amor próprio do ofensor. Ele não impõe condições humilhantes e tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.
O fato é que perdoar não significa necessariamente esquecer a ofensa recebida. A pessoa pode não perceber, mas ao menos no inconsciente o episódio e o sentimento de mágoa podem permanecem. Pra quem tem de perdoar, a missão é sempre mais difícil. A outra pessoa, a que clama por desculpas, segue seu rumo. Pode ser até mesmo uma desculpa psicológica: a pessoa sabe que não será perdoada, mas para deixar a consciência limpa, ela tenta mesmo assim. E se a outra pessoa não perdoar, ok, fiz a minha parte.
Mas se queremos pedir perdão, ou perdoar o outro, de verdade, temos que abrir nosso coração e deixá-lo falar mais alto. Só assim saberemos se o perdão foi aceito, independente de ter sido você a pessoa a pedir, ou a decidir se perdoa...
Bjôoooo e boa semana!